Ouro puro!
quarta-feira, 24 de junho de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Coleção de sinopses - I
Durante a Segunda Guerra Mundial, barcos alemães entregam ao Japão o coração do monstro de Frankenstein, no preciso momento em que explode a bomba de Hiroshima, contaminando radioativamente o coração.20 anos depois, cientistas japoneses descobrem um jovem homem das cavernas vivendo nas montanhas e, por ter comido o coração radioativo, cresce a um tamanho gigantesco!"
O super-homem-das cavernas fica vagando pelo Japão até que explode o confronto com o dinossauro escavador Baragon, devorador do petróleo das refinarias.
Do filme "Frankenstein conquers the world (Furankenshutain tai chitei kaijû Baragon)".
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Ensaio sobre a cegueira
Certa vez um episódio de “The twilght zone” trouxe um personagem míope que era um obstinado leitor, interpretado por Burgess Meredith. A personagem da esposa, era dura com o protagonista, impedia o desfrute da leitura; o chefe dele indignava-se, pois trabalho, na empresa, deve ter sempre seu lugar e nele estar inabalável. Um apaixonado e sedento pelo saudável hábito de ler, afrontado pela incompreensão dos que viam a leitura como coisa menor. Farto da repressão, em pleno horário de expediente em sua agência bancária, se refugia no cofre para poder ler. Então, explosão; hecatombe no mundo externo ao cofre, agora tornado em bunker preservador do protagonista. Após um primeiro exame do exterior, ele sai para explorar as ruínas do mundo, lamentando sua solidão de último vivente sobre a Terra. Depois de vagar, tem reacendida a esperança quando se depara com a biblioteca pública que expurgou livros devido ao cataclismo. Cessa a solidão, tudo o que ele mais amava estava à disposição; livros e tempo, sobretudo para consumir os primeiros. É então que descuidando do frágil sustento de seu conforto existencial, um movimento de cabeça faz seus óculos caírem do rosto e as lentes se espatifarem na escadaria da biblioteca: no espaço inicialmente tido como pouco proveitoso, a surpresa da descoberta se esvai, o importante que se extrai dele é tornado em nada; pouco importa o espaço, o tempo prevaleceu sobre ele – e o homem é espaço sujeito ao tempo.
“Ensaio sobre a cegueira” funciona como que com os sinais do episódio de 1959: estória moral ao seu modo, o bailar de virtudes e cinismos humanos entre a perdição da humanidade, redução do valor espacial, o tempo se impondo sobre o espaço. No episódio “Time enough at last”, entretanto, o que se abate sobre o espaço e o altera é espacial (devastação provinda da guerra fria), mas fará o tempo prevalecer ao fim. Em “Blindness”, se dá o inverso; o tempo se abatendo sobre o espaço. Sim, a tal epidemia não é tanto virótica ou bacteriana, mas eventual; um acontecimento sem origem, que chega a maneira dos efeitos temporais, que se vai sem aviso, mas que no filme concede ao espaço vitória. Nosso tempo se abatendo sobre o homem contemporâneo.Questão que sobressai é a da proeminência e persistência do espaço, e até que ela se consolide, a da diminuta representatividade que o espaço veio tendo até a consolidação dela. Também o aceno moral da possibilidade de passar pelo que induz sofrimento sem afetar caráter, pois a argamassa dos tijolos espaciais (na mentalidade moderna, sobretudo, mas bastante presente na pós) é a humanidade. E outra mais: as marcas espaciais sobreviventes ao tempo, mas que em novos espaços (corpos), não valem muito (carregam outra significação – ou significação nenhuma) – pensemos nos combatentes da Segunda Grande Guerra e seus descendentes; um deles, por exemplo, soldado norte-americano no último conflito na palestina: os horrores antigos, espacialmente marcados nos ascendentes familiares, não funcionam como contenção da voracidade do descendente ao chacinar palestinos.
Nas diversas questões estão variados espaços. Destes espaços resistentes, o principal é o civilizado, como nos indicam os planos iniciais, e aos cegados de “Ensaio”, este mundo vai perdendo importância. Os demais seres próximos aos cegados, então, vão sendo reduzidos ao ínfimo.
Mecanismo semelhante vigora na cegueira do filme. A temporalidade na cegueira (pois ela é tempo, e temporária) é algo que chega e inunda os olhos, se impondo sobre a visão. Ela assume a espacialidade na visão, e sobre ela também se dará o sobrepujar espacial.
Todavia, a cegueira para os seres gera fatores de outra ordem. Para quem há muito se fundamenta no ver, a cegueira é um solavanco para dentro de si mesmo; condição que se dá pelo ser existencialmente egoísta, personagem cegado ou não. Outro cego é um obstáculo tanto quando o batente da porta. O eu não ecoa, não importa o espaço. Quem vê, pode fingir que vê, pode forjar inclusão social; quem é cegado, precisa se reduzir a insignificância particular. Cada um está sempre em si, não se deixa transbordar. A visão de quem vê raramente é periférica, a do cegado não ultrapassa o próprio corpo.Porém, não é o outro, nem o espaço, nem o tempo que faz pessoas egoístas. Tão somente o tempo (dês-civilizado), no entanto, expõe o egoísmo no homem; o espaço é onde se viabiliza o egoísmo. O filme então se revestirá do que determina seu espaço como expressão de um tempo-momento, o filme passa a ser, então, espaço.
O emprego de reflexos sobre superfícies, talhados pela fotografia, não afetam personagens. Os reflexos estão disponíveis ao espectador, portanto; são falha de percepção dos personagens em relação ao espaço que os envolve. O mundo é oferecido pela visão, e personagens não percebem o espaço envoltório; falido o olhar de uns, está disposta a falência aos espectadores, que, ou ignoram a circunstância proposta de falência do olhar, ou assumem sua própria falência de olhar (uma proposição que não vai dar em nada, devido à embalagem do produto).
Mas se assume que o olhar dos realizadores falha? Ponto crucial: o conto moralizante – e não moralista – nunca assume que seu próprio olhar falha (como a crítica, que nega o que é fora de seus padrões, mesmo sob a escusa de que quer posicionar seu leitor perante o objeto – ora, se ela pode posicionar, é porque o olhar, pretensiosamente, não falha), logo, se o olhar é falho generalizadamente, ninguém está imune a cegueira, nem o filme, nem quem filma. Por isso que há itens no filme que nada mais serão que maneirismos, bastante fragilizadores do filme, infelizmente; também o preço a pagar por urgência mercadológica/de projeto/de desafio numa transposição de obra literária.
O olhar de todo ser humano está falido, porque este, mesmo vendo, pouco reage ao que vê. Não assumir é rejeitar a visão. Sob o peso da responsabilidade moralizante, o filme também vai relutar em assumir a integralidade de sua visão falha: ele incorpora a falha de visual em reflexos e cegueira branca, mas quando a cegueira se vai, o mundo não apresenta o impacto da grandeza eventual. Em decorrência, desperdiça-se oportunidade de indicar caminhos para a inauguração de novos olhares (e justificar o “Ensaio sobre” no título em português; “Blindness” é mais apropriado ao filme), ousadamente contrariando a noção, como dizer, de Fim da História que muitos iludidamente carregam em si. Preferiu-se reunir coragem para enfrentar a pecha de pessimismo.
Se aposta então, na idéia de que o colapso generalizado não erradica virtudes nem beleza. As virtudes do ser aparecem nas relações humanas, somente; a beleza, entre extremos, e ela escapa do tempo, prevalece no espaço degradado, mas onde ele já não oferece perigo (a casa da protagonista). É possível se acostumar à hecatombe porque a beleza humana é possível, a reconstrução pode vir depois. Há coisas mais valiosas para que se atentar (mesmo sem a visão – o desespero pela cegueira e o em que dela resulta vai sendo tornado uma leviandade). O principal será reconhecer e usar estas coisas. O conformismo é que é fatal, e nada mais. Frustrante Polyana. O problema há no descompasso da poesia, alegoria, ficção, arte, entretenimento, ainda que não sejam conformistas, com a vida, com o ser humano; tudo acaba em artificialidade, e não deixa de ser cegueira. Isso não há delicadeza que conserte.
O plano final: a cegueira depende de como se olha, ou melhor, de para onde se dirige o olhar. A cegueira-evento faz o indivíduo concentrar seu olhar em (e depois voltar para) si mesmo, e oferece isto por colapso da civilização (porque todo filme de fim do mundo precisa oferecer um colapso). Cada vez mais fácil de crer que advirá ao homem o colapso, insiste o filme, mas que depois do recuo da cegueira, tudo está fadado a voltar a sua regularidade – então o filme não termina, se vai da gente, dizendo que sua mola-mestra é coisa menor. Quem perguntar se precisava do estardalhaço com a cegueira tem lá sua razão, embora não possa negar que o filme tem propostas interessantes.■
"Time enough at last", EM 3 PARTES:
http://br.youtube.com/watch?v=7hf7RcufrDk&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=VyvlX2jX9xo&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=UycqyhLi-F0&feature=related
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
César Charlone
"Não posso ficar feliz em um país que gasta o dinheiro dos contribuíntes em filmes que são vistos por apenas 70 mil pessoas. É uma política que está errada - precisamos gastar tanto em exibição quanto em produção. Se a pessoa quiser fazer filmes apenas pra mostrar aos amigos, que o faça com as próprias economias, não com recursos do contribuinte. O dinheiro deste precisa ter um retorno, na forma de filmes que sejam vistos. Parabéns aos caras que piratearam Tropa de Elite, pois isto fez a obra ser vista por toda população. A pirataria é a resposta aos preços abusivos dos cinemas e às dificuldades de acesso as salas de exibição. O cinema precisa ir até o público. Não adianta retomar o cinema para alguns poucos curiosos. E o processo começa na escola: quem estudar autores como Guimarães Rosa também deve estudar a obra de cineastas como Nelson Pereira dos Santos. Até pra ter sendo crítico e ser capaz de analisar o que se vê no Youtube, a garotada precisa ter um professor de história do cinema que já tenha analisado Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha, Jabor ou Fernando Meirelles. Por que não temos políticas práticas para a exibição de cinema? Por que não temos salas municipais de cinema? Como uma democratização desses espaços e da própria exibição, a população teria acesso a filmes de outras culturas, além da produção massificada encontrada nos shoppings e na TV. Além de um processo de produção afiado, é disso que precisamos agora."segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
True Blood - há bebida nas veias de todos

"True Blood", pelos dois primeiros episódios, é algo feito pra se gostar; para uma grande massa gostar. É realizado nas bases da excelência técnica hollywodiana, e como tal fica devendo em porções que são pertinentes ao Cinema (Hollywood e HBO são cinema, mas Cinema também é muito mais que ambos). Narrativa linear clássica (não se deixe levar pela competente abertura-embalagem), com roupagem de algo contemporâneo de padrão médio. Muito boa fotografia, desenho de som sem estripulias, roteiro sem exageros criativos, edição privilegiando a trama; não se quer ir além e nem ficar aquém disso. Elenco competente transborda latência potencial (todos em ponto de bala pra ir além; querem ir além – poderão ir além?).
Produto de entretenimento puro, com algumas escapadelas críticas que podem soar um pouco fora de lugar para a massa, pois veja bem, ela está diante de um produto orgulhoso de ser mercado (que nivela todos sob segurança supostamente indelével), ainda que na tônica despudorista HBO - que é fundamentalmente mercado, com a diferença de que esta sempre se esmerou em forjar mercado particular para si (“O carona - The hitchhiker”; desde “Twin Peaks”?). A HBO em “True blood” joga sob regras estéticas do mercadão, majoritário, fazendo pensar em novo review estético. É bom notar que o ápice de ousadia, o excepcional “John from Cincinnati”, fez água, coisa que “True blood” já se mostra indisposto a fazer.
Há que se torcer para que o que soa oportunista não o seja (o críticismo social), mas se confirme como uma característica que ao longo da série eleve a qualidade dela. “True blood” coloca o espectador diante de si feito vampiro sedento de sangue; o melhor está aqui, então mais e mais, só que aos poucos, pelos furinhos na jugular. A questão é se mais adiante bate a humanidade no espectador: “Putz, mas é só isso?” – este é o risco da pasteurização mercadológica na série, bem presente, e da vontade de comportar tudo sobre o tema (o espectador, já acostumado ao vampirismo, notará sempre o que é nativo da série, e não a tomará como mesmice da múltipla ficção de vampiro?).
Mas a que vai se dever o necessário incremento de qualidade, a qual a série se inclina, afinal de contas?
Ao conteúdo dramático, sem dúvida. O proposto redesenho social a partir do mercado, é muito interessante, o problema é disparar tiros para todos os lados sem mirar nenhuma vez no mercado que é o grande mantenedor da série. Quero dizer que ousadia estética é uma coisa (que aliás não é o forte de “True blood”), mas ousadia crítica dramática outra. Assumir uma postura crítica sobre muito na realidade, mas não firmar tal postura no jogo mercado-espectador real é no mínimo hipócrita e isso desbarata qualquer ousadia dramática.
Na face de gênero da série, há o perigo do kitsch. “True blood” opta por partir não de uma corrente do sub-gênero vampiresco, mas por contar com a contribuição de todas as correntes, reorientando segundo o momento da série alguns de seus aspectos. O novo vem da reciclagem, não da inauguração: o cenário é a New Orleans e vampiros são ex-humanos mortos de corpo sempre frio que não podem morrer afogados, óbvias referências a Anne Rice; porém a prata que imobiliza e o convite que permite o vampiro entrar numa casa, é de universo vampírico mais clássico; já o beber do sangue de um vampiro não tornar um humano em vampiro (outra coisa os torna, e também não é a mordida de um vampiro), é contrário a Anne Rice, mas é de outra ordem, talvez os quadrinhos da Vertigo ou mitologia não tão popular, mas pode ainda ser coisa criada na própria série. “True blood” é o tabuleiro da baiana de presas pontudas.
Como também a série não é construída para imprimir medo (a indelével segurança), nada de sustos. O máximo de tensão se dá nas viradas dramáticas ou no gancho ao final de cada episódio. O que vai se dando é um desfile de referências aterrorizantes, mas sob condução do drama e de alguma aventura (com alguma ação), também evitando o humor negro, sem desprezar situações de ironia. Mas há presença de outras referências, como filme B de terror, noir, o terror crítico e cômico que se filia a maestria de George Romero, John Carpenter, Joe Dante. Sem gore algum, claro, mas com tempero sexual a la HBO - o que cerca a penetração é explícito, mas a penetração em si nunca o é.
É divertido, mas é inevitável a noção de que vai gastar fácil, principalmente porque o vampirismo é algo desbotadíssimo, que carece de renovação, mas a série não resolve encarar logo de início. Paciência. Se o pior acontecer, toda a parafernália vampírica no futuro será como sobra de carro alegórico de 3 meses pós-carnaval. Acontecendo o melhor, pronto, já dá pra mostrar pra molecada tonta (adolescente ou adulta) o que é série decente, não "Supernaturals" da vida. ■
***
Nada de estrelas ou desenhozinhos. Aprovação: 74,2%
ESTRÉIA: 18 de janeiro de 2009 na, HBO BR, às 22h00.
MINISITE: http://www.hbo-br.tv/trueblood/default.asp
SITE: http://www.hbo.com/trueblood (dá pra assistir a primeira temporada completa em inglês).
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0844441/
Epsteinmologia
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Libertos
Despreendimento, íntima sensação de leveza;
Desvencilhar-se do outro para ficar preso a si mesmo;
O espontâneo tráfego entre prisões - entre instituição e grupo, entre família e casal, entre o eu e o nós, entre o nada e o tudo - petrificações conceituais aquém da experimentação;
O que fica para depois do "Não me enche o saco!";
Peidar no elevador logo na sequência de outra pessoa que acabou de fazer o mesmo.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Em quadros - II
“Casa de Alice” (Idem – BRA – 2007 – Chico Teixeira) – Dramaturgia cuidadosa e incomum no Brasil, aliada a um trabalho de elenco preciso, mas intenso. Mais uma vez a estrutura familiar
“Trouble every day” (Idem – FRA – 2001 – Claire Denis) – Para que o corpo, se o humano possui intelecto, vontade, sentimento, espírito? Talvez, porque nós, em dimensão física, não somos capazes de nos tocar intimamente tão facilmente pelas nossas porções metafísicas, somente (sem corpo o cinema seria o que?). Nas relações o corpo é como que o filtro de outro corpo em nossa intimidade, para que tão somente o metafísico seja o toque na mais profunda intimidade. Por isso que sexo por si mesmo precisa de amor, desejo e intelecto. Desejo, quando provém de um, corresponde a este um, mas amor faz este impulso ser para outro, ou melhor, para ambos; já o intelecto nos baliza no reconhecimento de amor e desejo como princípio e meio. Faltando amor e sanidade, mas excedendo o limite do desejo, temos a proposta do filme. É como se sem amor só houvesse o ódio, mas no filme este é impelido por um extradesejo; todas engrenagens de uma maquina humana de destruição. Sexo e morte. Daí, todo aquele que penetra na zona de intimidade de um insano, se torna vítima. Nas relações o corpo fornece inúmeros setores de proximidade da intimidade, mas há o resguardo que o desconhecimento do além corpo concede na quase totalidade das situações, caso contrário, a vida seria apenas intimidade. A insanidade do filme cega para isso, e toda forma de vestígio de intimidade vira o meio para explodir o desejo em carga máxima rompendo limites: se o desejo é o um diante do outro, o extradesejo é apenas o um, e o outro só existindo no desejo do um (por isso que nesta situação o outro só dura enquanto palco do desejo; o outro não pode pedir o um, por isso deve ser destruído). O amor quando acessa a intimidade do insano, evita os males do insano. Macabro, dirão, mas o exame mais profundo de comportamentos que se julgam corriqueiros não dirão muito diferente. Num olhar macro (e menor) pela montagem/edição do filme, numa primeira porção desfilam por fragmentação variadas relações humanas (casamento, trabalho, amizade, proteção, manutenção), nos fazendo saber do que ocorre e que algo mais ocorre; então chega uma explicação numa conversa, como que iluminando o indetectável; segue o mergulho numa estabilidade de reconhecimento de circunstância que é quase nada diante de um aprofundamento sem retorno no terrível que não podemos deter – além do intelecto, insanidade e inalcançável por qualquer vontade. Mas resta o amor.
“Chega de saudade” (Idem – BRA – 2007 – Laís Bodansky) – Filme belo, filme alegre, sensível, de olhar delicado, mas sobre algo não todo suave. Impressiona mais do que “Bicho de sete cabeças” este multiplot, dentre os quais um se destaca, por expor o desejo, a paixão e o interesse niveladores de sexos. Desejos diante de mesmas questões, provindo de qualquer sexo, apresentam fragilidades e fragilizações. Por isso niguém é melhor no que quer, mas no que é - e quem são os melhores? Importa certa beleza que há em igualdades em meio a diversidade, isso vai além de curiosidades e saudosismo. O feminino demole o feminismo, e o masculino o machismo, quando a paixão demole barreiras ideais devido à mágoas – e às vezes nem é preciso tempo. O ser humano é hábil em descaramento e em extrair de muita coisa secundária valor e alguma beleza (o que não é o caso do filme). Bravo, Laís.domingo, 28 de setembro de 2008
O carona (The Hitchhiker)
Foi aí que pesquisando na net, descobri algumas informações que atiçaram mais ainda a curiosidade: foi produzida originalmente de 1983 à 1991, teve 6 temporadas; no gênero que uns dizem ser horror, outros mistério, mas é dramática, também; a série é da HBO; foi exibida com montes de cortes de conteúdo, pois continha nudez e violência explícita (a HBO já investia num tipo de série mais adulta, como que numa iniciativa que deu frutos mais recentes, como em "A família Soprano", "A escuta", etc.); e possuia um tom de séries de mãos habilidosas como Alfred Hitchcok e Rod Serling (do "Além da imaginação" - anos mais tarde, aí sim em meados dos anos 1990, a mesma HBO exibia aqui no Brasil "Perversions of Science", algo bem inspirado em "Além da Imaginação", mas não tão variado em gênero; possuia também um tom que lembrava os quadrinhos da EC Comics).
Alguém se lembra de "O Carona", e também "Perversions of Science"?
Porque faça o favor de me dizer, não acho nenhuma das duas em canto nenhum, na web ou em loja. A web, aliás, anda meio esquecida dessas séries - tá vendo como a internet não salva todas as lavouras?
O único video que achei, com propaganda antes (com os geniais Stray Cats), tem a abertura da série mais o início de um episódio de "O carona" - http://www.imdb.com/title/tt0085031/ :
http://www.youtube.com/watch?v=lzonIagnUuc
"Perversions of science" é esta - http://www.imdb.com/title/tt0118426/ :
http://www.youtube.com/watch?v=_Gp4u5vR0hk
Quem puder ajudar, ganha um lindo "muito obrigado" de último tipo. ■
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Wario no Wii
http://www.youtube.com/experiencewii
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
A cidade alicia (tentei evitar)
Sim, “Alice” é produto, tem comprometimento com audiência, mas alcança outro patamar. Não é série, não é cinema, como os autores/realizadores afirmam na propaganda no canal por assinatura. Por seu primeiro episódio, a série alcança êxito dramático, técnico, de realização e tem toque autoral. Mas não é cinema de autor, primeiro porque cinema não é coisa de um, segundo porque “Alice” não é puramente cinema. Um híbrido? Talvez. Certamente, com teor de novidade para a TV.
É interessante observar no primeiro episódio, “Pela toca do coelho”, o que opera Karim Aïnouz (um dos diretores da série, junto com Sérgio Machado, Jonny Araújo e Márcia Faria. A Gullane co-produziu). Considerando seus “Madame Satã” e “O céu de Suely”, a precisão do filmar resulta em economia de tempo, mesmo na duração reduzida de episódio. O cinema de Aïnouz é de minimização presencial de trama e tira bastante proveito do tempo. Estando presente a trama, ela é desenvolvida em instantes preciosos. Entre estes, nos intervalos, que são maiores, cultiva-se cenários, desenha-se o ambiente da série, que é não o da megalópole-sociedade hostil, mas o da avalanche de possibilidades óticas, sônicas e tácteis, o da inter-relação de formas, cores, luzes e sólidos. Um labirinto onde Alice precisa se encontrar em si mais do que se localizar onde está.
Hostil é o que carregamos em nós, mas agimos como se o ambiente que mãos humanas empilharam nos induzisse a setorizar uma angústia, para usar um termo aliado à multiplicidade. Não é a poluição, a aglomeração ou o trânsito, mas o que o homem impele e vai implicar algo nele. Os que não são da megalópole, quando chegam, vão receber o impacto que aviva o que o humano traz consigo. Mas seja miséria ou virtude, conter sua expressão – ou ignora-la, entorpecendo-se – é sinalizar o local onde as construções devem desabar. Logo, importa é o que decidimos ser em meio à hiperatividade e ao incessante; este ambiente fica opressivo quando não se corresponde ao ritmo do que a concentração de humanidade estipulou em seu entorno; ritmo simplesmente pede definição, no caso, de nós mesmos devemos ser. O que ritmo megaurbano cobra, se não receber, concede a paga da hipocrisia. Pela intensidade, o que a megalópole faz no homem vem desavisado, e Alice é pega sem aviso.
Num táxi, indo ao aeroporto para que possa retornar a Palmas, a megalópole envolve Alice para expor quem/o que ela é/detém. Primeiro o trânsito, e a dor da ausência do pai ferve. Alice quer ar, mas a tecnologia no carro está fora de operação. Alice abre o vidro, e para quem vive na megalópole extradiegética, acostumado ao que vê como indício da hostilidade metropolitana na forma do assalto, é pego de surpresa com a negação do fatalismo que se supõe companheiro de todas as horas. Quem executa a virada na vida de Alice é ela mesma se deixando envolver pela demanda da cidade, não é um assalto ou uma enchente que faria isso; Alice tampouco se conforma à ambulância e ao táxi. A livre-escolha humana, ou arbítrio, quer se conceba livre ou não, está em ação, e no primeiro episódio tem muita relevância. A avalanche humana em dados momentos chega antes que o tsunami do mundo. Realismo consciente.
Tendo mergulhado na cidade para atravessar a noite e para perder-se, só chegando o dia Alice pode encontrar seu caminho. Mas há uma bipolaridade disponível a Alice: não tendo lar em São Paulo, e não podendo acessar o lar de alguém, só lhe resta acessar o trabalho de alguém, visto que também não possui trabalho seu para servir de refúgio - São Paulo em sua forte prisão. Alice procura o brechó que pertence à tia numa galeria paulistana. No trajeto diz a si mesma não se arrepender dos atos noturnos, um deles, uma traição; “Não sinto culpa.”, ela diz, exultante, resoluta. Adentra então a galeria, procurando o Brechó Christiania; seu encontro com ele se dá num plano em que uma coluna oculta parte do nome na fachada do estabelecimento, resultando na leitura do termo como “Christi”. Ali se encontra a tia. Na troca de palavras, escapa uma breve dor num “me ajuda”, de menor intensidade a exultação anterior.
Não sabemos ainda se Alice será uma personagem que exibe uma imagem de si para o mundo e por trás dela existirá a Alice genuína, uma personagem que se resguardará em sua descoberta. Mas a interpretação da cidade em “Alice” já cede sinais de que o que a megalópole ergue do íntimo humano, vai criando camadas até o âmago, onde quem somos na verdade está. Embora não pareça, o ser humano é mais forte que a cidade. Por isso, olhos atentos não apenas as camadas banais, mas aos detalhes que pulsarão em menor destaque. De ambos se produz o que as séries da HBO alegam ser, dramáticas. Isso pede olhos não só para entretenimento. Ótimo. ■
***
Nada de estrelas ou desenhozinhos. Aprovação: 77,9%
Se você não é assinante do canal, pode assistir ao primeiro episódio aqui:http://www.alice-hbo.tv
Datas e horários de exibição dos episódios nos canais HBO:
http://www.hbo-br.tv/sinopsis.asp?ser=134&prog=HBE185052
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
A fúria e a razão de Moore
"Acho que o cinema na sua forma atual é muito prepotente. Ele nos dá comida na boca, o que dilui nossa imaginação cultural coletiva. É como se fôssemos passarinhos recém-saídos dos ovos olhando pra cima, com nossas bocas bem abertas, esperando que Hollywood nos alimente com um vômito de vermes. O filme de Watchmen parece mais vômito de vermes. Eu, pelo menos, cansei de vermes.""Há três ou quatro empresas agora que existem somente para criar não quadrinhos, mas storyboards para filmes. Pode-se dizer que a única razão pela qual a indústria dos quadrinhos ainda existe é essa, para criar personagens para filmes, jogos de tabuleiro e outras mercadorias. Os quadrinhos são uma espécie de horta onde crescem franquias que podem ser rentáveis para a indústria cinematográfica debilitada".
Alan Moore, quadrinista, autor de HQS como "V de vingança", "Watchman", "Miracleman", "Do inferno", "A liga extraordinária" e trabalhos emblemáticos com personagens das majors norte-americana, como Monstro do Pântano e Batman.
***
Moore tem razão no que diz, mas em parte.
Certamente Moore fala de uma parcela do cinema, a qual consome, e tem razão no que diz. A parcela do cinema em questão é aquela vereda preferencial do cinema de entretenimento: contar uma boa estória. Isto corresponde a roteiros com tramas e subtramas criativas, personagens que não vão muito a fundo em questões existenciais (para não exigir demais da humanidade que deseja apenas se ver no lugar dos persoangens em situações seguras para o físico, mas que pelo sonho são ousadas), clímax preciso e intenso, imagens que dentro de um padrão de verossimilhança sejam maravilhosas (daí a sede por efeitos especiais), áudio que seja cativante e envolvente. Se pegarmos na literatura os contos de horror, serão aqueles que primam pela atmosfera, e por isso trata-se de uma arte de envolver o leitor numa teia de imaginação em que o sobrenatural espreita na forma de horrores primevos; é uma arte da descrição e sustentação climática por parte dos autores - por isso Edgar Alan Poe e H. P. Lovecraft. Esta é o tipo de arte preferido das grandes produções Holywoodianas. O problema é que a indústria do entrtenimento fez disso produção em massa, e esterelizou a potencia da arte: a arte precisa ser consumida rápido para se consumir mais dela. Eis a razão de Moore.
No que ele erra é sobre a grande produção cinemotográfica mundial (e que Holywood também produz, diga-se), que prima por ser relevante. É arte, mas não necessariamente filme de arte (que pra muita gente doutrinada no catecismo da indústria é o filme chato, por exigir mais da humanidade do espectador). Corresponde ao cinema que se esmera em ser boa experiência, não apenas boa estória, e traz consigo uma gama de artifícios que concede ao espectador visões para e sobre a vida, através de esmero narrativo, alegorias, gramática e sintaxe fílmica, beleza funcional, interferência na vida, incremento humano, e muito, muito mais, inclusive os artifícios usados pela indústria de entretenimento - cada filme tem um valor único e valores subjacentes a serem descobertos. No citado exemplo da literatura de horror, os contos fantásticos, góticos ou não, que funcionam como crítica, filosofia, arte, emblema de época; vale tudo em nome das intenções autorais - por isso Oscar Wilde, William Beckford, Jorge Luis Borges. O problema é que certos autores, gênios até, às vezes são dotados de pompa em demasia. Moore generalizou.
Três ou quatro editoras são notadamente fábrica de idéias para o esgotamento criativo da indústria de entretenimento. Outra generalização. Existe muita HQ na atualidade sendo feita desconsiderando a via para o cinema, tanto é que trata de temas que não se enquadram no Parental Guidance da indústria. Moore parece estar esquecido de que HQ é uma arte tão sequêncial quanto o cinema, e tem proximidade com o cinema: uma estrada atravessa duas cidades.
A prepotência, em princípio, não está na arte, mas no mercado, no entretenimento que só quer consumir mais dele mesmo. A arte usa de artifícios no jogo de manter espectadores/leitores diante de si na contemplação benéfica à humanidade. Ela manipula e pede manipulação dentro dum período em que vigora o lúdico, mas cede de si um retorno a quem lida com ela.
Até certo ponto não há ser humano na face da Terra livre de um mísero traço tirânico. Terrível constatação?
Um exemplo é a declaração de Moore, que pela generalização, impõe a quem a medida de sua diatribe é injusta.■
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
O apreço pela desordem

http://www.imdb.com/title/tt0922605
Não.
A civilização é uma cicatriz eterna enquanto dure o homem, e ela destrói qualquer possibilidade de pureza, apenas pela sua atmosfera, mesmo quando encontra os que nasceram distante dela.
É a respeito de Carapiru a estória e a história. Carapiru é a pessoa-protagonista. Aquele que muitos ainda hoje ousam não considerar pessoa, exatamente os mesmos que intentaram enxotar Carapiru da vida, para posteriormente o cinema acolher (controle), pois o cinema não tem poder de salvar; o cinema não redime a existência – embora traga consigo muitos apontamentos do caminho.
Escurraçado da vida Carapiru recusa ser. Vai existir no exílio, no medo – fosse este impregnado de civilização, seria no ódio, na revolta, mas o mistério da docilidade reside nele – em uma década de solidão humana, mas não existencial, visto que a floresta é existência e cosmo.
No entanto, há muito o cosmo já não é mais certeza de afeto. O cosmo é força ou coisa. No cosmo, o afeto que se apresenta mais disponível, é no humano – mas no que está impregnado de civilização; o afeto coabita com a civilização.
Carapiru encontra satisfação no afeto, mas a civilidade, ainda que parcial, reinventa o vivo-protagonista segundo suas lógicas de controle. A civilização pode corromper o afeto: afeto entre gente e bicho de estimação.
Surge o INCRA, mas o afeto civilizado familiar o resiste (controles). A FUNAI vem corrigir o desvio de afeto lançando o indígena na intensa civilização (controle). Carapiru existe, desde seu reencontro com a humanidade, fora de qualquer esfera de controle?
Existe enquanto enigma a ser decifrado, e depois que o decifram, pela redescoberta do possível afeto familiar original, ele é devolvido ao controle original de etnia. Mas a degradação está em todo lugar, da mata à civilização, sempre provocado pelo controle. Já é mito o indígena livre, ele cada vez mais é o civilization junkie.
Há um idioma que o Carapiru da nossa contemporaneidade fala que intérprete algum hoje é hábil na compreensão. Nem de sua etnia, sua nacionalidade ou sua moral. É no mistério do que fala a quem não lhe entende que Carapiru pode ser isento de controle, e finalmente livre.■
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Nada de estrelas ou desenhozinhos. Aprovação: 98,8%
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Encarnação de um gênio
Preconceituosos, cineposers, guardiões do bom gosto, hipócritas culturais, o mercado que faz esforço pra ser pop, o povão que imagina usar os próprios miolos (mas pensa com os miolos de grandes publicações nacionais, tipo VEJA), os autoelitizados, os cine-hedonistas, os puristas, os cegos-surdos, os vegetativos, os objetos inanimados e os sem acesso ao cinema podem até dizer que não gostaram do filme, mas dizer que o filme é ruim, heh, meu filho, teu conceito de cinema é esquisito; aliás ele é que é thrash.A entrada em circuito nacional de "Encarnação do demônio" (BRA - 2008 - José Mojica Marins) deveria ser ponto facultativo nacional.
Gracejos feito "Mais do que você imagina", "O grande Dave", "A múmia 3", "Era uma vez...", "Hancock", "A caçada", "Viagem ao centro da terra", "Arquivo X", ou até "Batman", de certo modo não deveriam ser maior preferência de público brasileiro, que se avança numas coisas, no que tange a preferência de entretenimento cinematográfico retrocede ou estaciona no tempo. Reclamam de cinema brasileiro ser expressão cultural da mesmice sociológica, regionalista, elitista, noveleira global. O cinema brasileiro atual é pouco diversificado em gênero, e quando envereda por gênero é comum ser fraco. Mojica sempre foi e novamente é o oposto disso.
Qualquer atividade comercial sem demanda pára. Brasileiro que gosta de cinema e vive enojado pelo nacional, meta na cabeça que se não se faz filme que você procura por estas paragens, não é só devido a interesses exclusivamente comercias de classe cinematográfica dominante, internacional e nacional, ou por um setor que você julga arrogante apenas por ter mais repertório educativo e cultural que você. Não transfira sua culpa: as oportunidades de reverter certas situações existem, e você quando prestigia é que põe a máquina em movimento.
Do contrário sua estultícia informa que você de fato é um dominado que imagina ser livre, um manipulado por marketings, propagandas e comunicações estratégicas que definem sua preferência. Mas porque você cede, não porque as práticas são fazedoras de zumbis; você se deixa fazer. Por isso que dar crédito a paranóia de mensagens subliminares que dominam sociedades é panaquice: isso é só medo e a responsabilidade que você tem de se manter livre tomando forma, é sua culpa sendo transferida pra uma lenda paranóica; você só não será ridicularizado pelos que procedem como você. VOCÊÊÊ!
Crítica: http://www.revistacinetica.com.br/encarnacaododemonio.htm
Nada de estrelas ou deseinhos. Aprovação: 83,4%
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quarta-feira, 23 de julho de 2008
Que Youtube, o que.
Precisa postar seus vídeos na internet, mas não encontra sites que ofereçam suporte para HD e CODECs mais recentes, como H264? Experimente os sites da lista abaixo:
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1- http://www.gamevideos.com
Gamevideos - Tamanho máximo de arquivo: 100MB. Formatos: .AVI, .WMV, .MPG, .FLV e .MOV.
2- http://videolog.uol.com.br
O Videolog aceita vídeos de até 200MB, mas com uma conta PRO libera HD e tamanho de até 400MB. Com exceção do Real Vídeo, quase todos os formatos são aceitos; avi, flv, mpeg, mp4, wmv, dentre outros. Não divulgam informação sobre CODECs.
3- http://users.gametrailers.com/usermoviesubmit.php
Arquivos até 200 Mb. O tempo de compressão dos arquivos após a subida é de 1 minuto por megabyte.
4- http://www.vimeo.com
No Vimeo, depois de registrado, recebe-se um limite de 500 MB por semana (limite de armazenamento: 1 video de 500 Mb, 5 de 100 Mb, etc.). Fomatos: asf, asx, avi, divx, dv, dvx, m4v, mov, mp4, mpeg, mpg, qt, wmv, 3g2, 3gp, 3ivx and 3vx.
5- http://www.motionbox.com
Duração maxima dos videos no Motionbox é de aproximadamente 30 min de video. O site visa vídeos familiares, mas se você decidir fazer um curta para sua tia, quem reclama? Recebe-se 300 Mb para armazenamentos, ferramentas de edição, e possibilidade de criação de DVDs e flipbooks. Pode-se optar por conta Premium, que é sem restrição de tamanho e duração, sem propaganda, com formatos HD, player em fullscreen e download de copias do vídeo em alta qualidade para amigos.
6- http://www.viddler.com
Até 500 Mb por video. Formatos: avi .dv .mov .qt .mpg .mpg2 .mpeg2 .mpeg4 .mp4 .3gp .3g2 .asf .wmv .flv.
7- http://www.dailymotion.com/br
Duração máxima de 20 min, limitados em 150 Mb e resoluções de 640 x 480 ou 320 x 240 px. Para um vídeo de 5MB com conexão ADSL 512, o envio conclui em ao menos 5 minutos. Há limitações de conteúdo: violência, racismo, propriedade intelectual, pornografia emanifestações de ódio.
8- http://www.nelsok.com/premium
Diferentes pacotes variam a resolução, o tamanho e o CODEC. O gratuito é para videos com 470 x 370 px, 200 Mb e flv2 (embora o site diz suportar avi, flv, mpg, mpeg, mov, mp4, mpe, wmv, 3gp, mov).
9- http://www.smugmug.com/
É pago. O custo anual é de 149,95 doletas para o plano Professional - qualidade HD.
10- http://blip.tv/
Aceita-se videos até 1 Gb, MAS é recomendado até 100 Mb, por inúmeras razões, dentre as quais pepinos na hora do transcoding para Flash, como ELES DIZEM. Aí vem o papinho: "Pode ser mandado em qualquer formato, mas preferimos .mov e .wmv, comprimidos. Por favor não nos envie DV e MPEG-2 descomprimidos.". Ou seja: Tá preso, mas tá solto. É de graça, mas pagando $96,00 por 14 meses consegue-se benefícios da pro account http://www.blip.tv/faq/pro/ .
11- http://www.revver.com/
"Nós não temos um limite de compressão de vídeo contanto que seu arquivo esteja abaixo de 100MB". Formatos: MOV, MPEG, MPG, MP4, WMV, ASF, AVI (incluindo DIVX). Os videos devem ter no mínimo 4 segundos, por conta da propaganda.
12- http://br.video.yahoo.com
"Seu vídeo precisa ter menos de 150 MB e deve estar em formato WMV, ASF, QT, MOD, MOV, MPG, 3GP, 3GP2 ou AVI, além de possuir áudio."
13- http://www.movedigital.com/
30 dias grátis com 1 Gb de armazenamento e 10 Gb de bandwitch. Quando pago, é bem pago: http://www.movedigital.com/mover/choosePlan , mas oferece grande armazenamento e uma série de outra facilidades que o distingue dos demais, como HD, múltiplas ferramentas de conversão para múltiplos formatos (RSS, iTunes, Mobile, Flash e BitTorrent). Formatos aceitos: MPG, AVI, MOV, WMV, 3GP, DIVX, etc. (video); ZIP, EXE, RAR, DMG, SIT, BIN, TAR, GZ, etc. (jogos e softwares); PDF, DOC, PostScript, etc. (documentos); MP3, WAV, WMA, etc. (música); ISO (imagem de CD); JPG, BMP, GIF, PNG, etc. (fotografias e ilustrações); SWF (Flash); e-books.
14- http://www.videocommunity.com
Nos primeiros 30 dias é grátis, depois parece rolar uns tostões. Não consegui mais informações.
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Lembrando que existem processadores de computador que ainda não reproduzem video HD. Deu uma gaguejada, já sabe.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Cinema digital (Parte 2) – Subida de categoria?
Em cinema, imagens possuem um indicador de relação de contraste, o dynamic range. Trata-se de um registro de informações de detalhes em altas e baixas luzes na cena. No vídeo digital de alta-definição (HDV), candidatado a substituto da película, geralmente a relação de contraste é de 500 para 1 (500:1). O filme negativo colorido, a amada película, tem relação de 1.000.000:1. Em suma: 1.000.000 de tonalidades em cena? O HDV vai captar apenas 5% disso, ou seja, menor capacidade de registro de detalhes na imagem, forçando a fotografia a fazer opções motivada por restrição.
Antes que você se apresse em descartar o HDV de uma vez de sua preferência estética, é bom ter cuidado. Primeiro porque as informações acima citadas foram extraídas de um documento de 28/4/2005, o “The future of HDTV is film”, publicado pela Kodak, uma das maiores, se não a maior interessada em que o registro da câmera de cinema continue sendo
° Lata de negativo
° Lata de negativo
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Cinema digital (Parte 1) – Digital já? Não; já, já.

Divergentes opiniões se manifestam em duas instâncias do cinema a respeito da quiçá vindoura hegemonia digital.
Numa delas, a de projeção, há partidários do digital por baratear e facilitar a distribuição. Já os discordantes dizem que, em primeiro lugar, a coisa não é bem projeção, e depois, que o resultado não é satisfatório; perde-se em cor, luminosidade, contraste, enfim, detalhamento de imagem. Dos dois lados encontram-se técnicos, distribuidores, exibidores, espectadores, produtores e profissionais.
A outra instância corresponde a da produção e da realização. Concordantes falam de barateamento sem perda de qualidade, facilidade de distribuição e exibição. Porém, quem é contra diz que o digital ainda está aquém de oferecer o que a película permite. Encontram-se tais posturas nas mesmas pessoas da instância anterior, mas quem parece se condoer mais pelo porvir que afetará a instância, são profissionais e espectadores. Cinema, para o profissional e o espectador consciente (de olho e mente atentos para não ser presa de interesses que tratam pessoas como ponto de venda), não é só uma estória bem contada para entreter em tempo vago.
Implanta-se o digital? Mantenha-se a película?
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Em quadros - I

Assisti ao “A aventura (L’avventura – 1960 – ITA/FRA)” do Antonioni. Filmão. Vai para o trono.
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Nunca tinha visto nada do Ken Loach, mas muito ouvi falar. Me despojei da opinião alheia no que diz respeito ao cara e comecei a tomar contato com o cinema dele. “Mundo livre (It’s a free world... – ING/ITA/ESP/ALE/POL – 2007)” é posudo, sonífero, esquemático, reflete uma relevância artificial da vida e quem paga pecados nos assistencialismos da vida ou é ativistinha político deve amar. Se não amam, o Loach é mesmo muito fraco, pois nem os públicos imediatos dele engolem o que o inglês gerou. Nisso, não adianta, quem acha o filme espetacular viu onde não existe, prevalecendo gosto duvidoso, não a certeza do que há no filme. Talvez eu dê mais algumas chances a Loach (por enquanto duas. No máximo). Volto às opiniões que deixei temporariamente de lado, já achando que vou preferi-las.
°
“Eles vivem (They live – 1988 – EUA)” do John Carpenter é um filme um tanto incompreendido por um grupo: os conspiracionistas cryptonerds, que não assumem seu medo do que os olhos não alcançam, e que possuem a mania de associar qualquer coisa com o assunto que suspeitam uma conspiração por trás – aí um dado menor, de descabida associação, se transforma em informação e logo é tornada prova da existência da trama oculta. O filme de Carpenter virou um tipo de guia da subliminaridade social (até a classificação é absurda – subliminar pede inconsciência, e não estar despercebido da existência de algo passado numa comunicação), e a incompreensão citada desvalorizou o filme e reduziu sua importância para um grande público. Mas achar que o filme é importante para o público maior não é ver importância em algo menor com os criptonerds fazem? Não. Mais importante do que supostos subterfúgios acoplados na proposta de venda e do que alojar interesses de alguns em muitos, muitas comunicações são tirânicas no trato de seu público. A questão no filme de Carpenter não é a denúncia, mas a limitação ocular diante dos fatos. É preciso não apenas a capacitação da consciência sã para compreender a realidade, mas o esforço conjunto de outras consciências, já conhecedoras do que se ignora coletivamente. A transformação dessa realidade pode passar por movimentos políticos, rebeldia, inconformismo, sede de justiça, mas o que a efetua são medidas corajosas, desesperadas, trágicas, extremas, das quais não se sobrevive para ensinar as próximas gerações.
°
François Ozon é competente. Por isso uns já se apressaram a se apropriar dele como medalhão do cinema gay. Faça o favor, os idealizadores e realizadores é que são coisa? Cinema tem sexo, tem raça, tem credo? Se tiver o nome não é cinema, é propaganda – e chata pacas, porque tenta convencer em muito mais tempo do que 30 segundos. “Swimming pool – à beira da piscina (Swimming pool – 2003 – FRA/ING)” é legal, mas ainda não dá pra ver toda a competência de Ozon além da técnica formal e da paixão que ele tem por cinema. Não penso que daria um filme grandioso, pois a estória traz no bojo a contenção em patamares inferiores. Isso nem sempre é problema. Técnica não é tudo e Ozon ficou contido nela; ficou também limitado ao seu prazer de filmar.
°
quarta-feira, 12 de março de 2008
Whiskey In The Jar - The Dubliners (Live)
As I was a goin' over the far famed Kerry mountains
I met with captain Farrell and his money he was counting
I first produced my pistol and I then produced my rapier
Saying "Stand and deliver" for he were a bold deceiver
(Chorus)
Mush-a ring dum-a do dum-a da
Wack fall the daddy-o, wack fall the daddy-o
There's whiskey in the jar
I counted out his money and it made a pretty penny
I put it in me pocket and I took it home to Jenny
She sighed and she swore that she never would deceive me
But the devil take the women for they never can be easy
(Chorus)
I went up to my chamber, all for to take a slumber
I dreamt of gold and jewels and for sure 't was no wonder
But Jenny blew me charges and she filled them up with water
Then sent for captain Farrell to be ready for the slaughter
(Chorus)
And 't was early in the morning, just before I rose to travel
Up comes a band of footmen and likewise captain Farrell
I first produced me pistol for she stole away me rapier
I couldn't shoot the water, so a prisoner I was taken
(Chorus)
There's some take delight in the carriages a rolling
and others take delight in the hurling and the bowling
but I take delight in the juice of the barley
and courting pretty fair maids in the morning bright and early
(Chorus)
And if anyone can aid me 't is my brother in the army
If I can find his station in Cork or in Killarney
And if he'll go with me, we'll go rovin' through Killkenney
And I'm sure he'll treat me better than my own a-sporting Jenny
(Chorus 2x)
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Você tem sede de que?
Por conta dessa matéria http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/080201/mundo/eua_pedofilia_igreja , alguém já bradou na internet que é estranho o ocultamente de imagem e nome do criminoso. Por que?
Deve-se sempre punir o criminoso independente de instituição. Só que não tem sido praxe vigorar a punição ao crime se, absurdamente, ele se atrela a imagem de instituições. Não há novidade nisso, mas atualmente se extrapola, e é engano pensar que isso só se dá relacionado a instituições religiosas. O Brasil é exemplo: acontece em instituições privadas, não-governamentais, governamentais, mas sem parecer generalizante (como alguns ainda gostam de pensar) redes de TV, política, personalidades, e a lista se estende, não infinitamente.
A omissão de informações provoca um efeito colateral sério, dada à velocidade e a multiplicidade de canais de informação. Mas é engano pensar que o pior é omitir a imagem dos criminosos, pois acontece pior: omite-se o desfecho dos casos; omite-se a punição.
Só que a situação ainda se agrava: por exemplo, aqui no Brasil (falo do que vejo, mas se sabe que a questão não é local), pra muita gente, tem se confundido justiça com vingança; reina uma sede de sangue, até mesmo em casos parcialmente apurados - o povo aprendeu a reagir, mas agir que é bom, e agir certo que é o necessário, não.
Que conseqüências, então, tem a simples revelação da imagem de um criminoso? As mais desoladoras que o tempo presente pode conceber, infelizmente.
Se de um lado se acoberta criminosos, do outro, o nosso, não é surpresa abandonar a justiça, e ficamos assim há um passo de terminar de degradar um quadro já complicado. Criminosos, nesse caso, se procedermos sem cuidado, através de um ódio justificável para alguns, seremos nós. Para nós mesmos, e mais até de do que quem cometeu ato criminoso intencionalmente.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Ultraseven X
Ultraseven X é isso: chupado de tudo que fez sucesso (inclusive ele mesmo), apostando em dar um upgrade em seu público com coisas mais relevantes (quase adultas), trazendo elementos que são marca das séries, como heroísmos contra um invasor, produção até certo ponto elaborada, tramas curiosas e narrativa honesta, e o sempre esforço em realizar efeitos visuais tão caprichados quanto se possa. Enfim, uma bosta, mas você gosta - se fizer ressalvas. O primeiro episódio é basicão, o segundo melhora. Só não é recomendável uso prolongado; é capaz de bater um arrependimento.
Os episódios são no Veoh e tem qualidade pra ver em tela cheia. Legendas em espanhol.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Credo
Me diga uma coisa: o teu credo é negar o meu? Sinto, mas então teu credo é negar teu semelhante.
Não me vê como teu semelhante? Então que espécie de negação é a tua? Pois a diferença que você estabelece entre nós te faz incapaz de compreender quem sou. Tua negação é ignorante; assim não é possível negar nada.
Ou contra meu credo o teu se dá por afirmação? Se for assim, é apenas para você mesmo. Universal só aí no teu quintal onde você e os teus estão. O que afirma sobre mim (pensando ser por mim) não pode ser afirmativo, logo, não me serve. É coisa particular tua, que se genuína, em verdade não excede teus limites; é o aroma da comida, não o que se come. Brota pelo veio do impositivo, portanto não afirma; o sim precisa de concordância, a tirania precisa de oprimidos.
Dizem que meu credo me foi imposto; não foi e muito menos o impus a mim mesmo. Meu credo (que é credo de outros), se imposto, dissolve. Daí, o que passa a existir é só um politicismo aberrante que impositores-impostores utilizam em nome de desejos inescusáveis. Tão inescusáveis são os que tomam sobre si tal mentira como sendo verdade.
Há falsários que há muito tomam um credo que não é o meu, mas o chamam de um nome igual ao do meu, dizem ser o meu, e não sendo, você brada que o problema é meu credo? Chamar abacaxi de maça torna possível come-lo com casca?
Cego, olha pra você mesmo; tolo, entenda-se; soberbo, faça-se humilde. Anule-se. Quer aniquilar algo? Vá contra os que se apropriam de credos para fins pessoais malditos – como você se apropria. g
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
La brújula política
Uma bobeira interessante; um brinquedo educativo pra marmanjo pensar “Putz, não pensava que eu fosse isso!”; um passatempo impreciso; uma ferramenta para cegar o povo ainda mais politicamente; um guia mequetrefe pra te ajudar a escolher opção do perfil do OrCUt; um termômetro de política humana parcial, que não permite você explicar melhor o que pensa, por isso dará resultado equivocado. Ou simplesmente uma coisa pra lembrar você de orientar o que pensa e como age, e pra deixar de ser ridículo antes que alguém perceba: http://www.politicalcompass.org/ (em inglês ou espanhol). Clique no “Click here and start” ou em “Haz clic aquí para empezar el test!” e depois preencha 6 páginas de teste e veja o resultado de sua inclinação política em um gráfico.
No meu caso, deu esse gráfico:
Quer dizer que sou de esquerda, que não odeio o Lula e amo o Serra (se é que há diferença abaixo da superfície de cada um)? Não, apenas quer dizer que as respostas que dei se enquadrariam nessa linha política ideológica, mas obviamente não diz que só voto na esquerda (se é que há neste país).Prefiro crer que isso é um termômetro, que posso ou não considerar o resultado febril, e buscar outras idéias pra eu pensar como eu quero.
No meu caso, confesso que isso está numa direção que quero: nesse país não há reforma possível que não se dê pela instalação do novo, que não vai se dar por armas em punho, e que uma solução niilista é insatisfatória. E graficamente também vai na direção desejada, que um dia, se Deus quiser, eu chego lá: não estar em nenhuma posição no gráfico. A intenção não é o emcimadomurismo; ouço a todos os lados, mas dei adeus a ambos; o totalitarismo e a tirania são piadas de mau gosto, a monarquia é piada sem graça, o parlamentarismo é um jogral bocó. Nada de ser politicamente Arturvirgiliano (cito a recente questão da aprovação da CPMF). Amo a liberdade, mas quem diz não ter momentos autoritários, convenhamos, não se enxerga. g
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Espécie parasita
Os parasitas produzem um caldinho cretino (particular aos indivíduos da raça), a secreção da contrariedade, para que possam ser distinguidos também de seus congêneres e de quem ou o que parasitam. A espécie é ágil, ou com os dedos ou com a fala. São ações nunca impelidas pelo que é colhido em seu entorno ou processadas interiormente, mas pelo que se origina em seus ventres: enquanto seu combustível brotar dali, dedos e boca nunca atrofiarão, e consequentemente, enquanto houver parasitados potenciais, a perpetuação da espécie estará garantida.
Curioso tem sido observar que as criaturas, graças às novas possibilidades tecnológicas, têm feito uso tanto dos dedos como da boca. Isso, em quem observava com plena consciência o parasita e via apenas uma das capacidades em ação, causava o efeito de repulsa no observador; agora o efeito evoluiu e quem observa sente uma profunda ojeriza acompanhada de ânsia de vômito. Nos parasitados, o efeito aparentemente é banal, mas percebe-se mais atentamente que as ações dáctil e oral do parasita, simultaneamente, provocam uma legitimação maior de seus propósitos.
Os propósitos e a anteriormente citada motivação das ações da espécie parasitária, é bom notar, procedem de uma mesma fonte: uma profunda ânsia de reconhecimento público de suas próprias teorias, que se assemelha a uma fome irrefreável. Isso, em outras épocas, levava o parasita a se auto-destruir ou ser deixado a mingua pelos parasitados, talvez pela forte impressão do ridículo que as criaturazinhas emanavam.
Há muito também se sabe que a espécie em questão não vive apenas para manter a si mesma. Vive também para manter um sistema em que outras espécies que nasceram em meio à abastança, que estas dizem não importar muito de onde vem (o importante é que está com elas há gerações), não tenha sua riqueza decrescida, nem compartilhada com outros. No Brasil é um ecossistema presente em diversas regiões do país, que até mesmo supostos detratores dele o nutrem. Como vez ou outra esse sistema deixa transparecer seus limites e operações, o parasita, por oportunismo, ao usar isso para sua sobrevivência, contribui para a longevidade do ecossistema.
As constatações aqui citadas podem ser observadas nessa gravação que obtivemos: http://veja.abril.uol.com.br/idade/podcasts/mainardi/audios/260907.mp3 (sujeito a náuseas).
Imagens do espécime parasitário observado também foram obtidas http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM751805-7822-DIOGO+MAINARDI+EXPLICA+O+TITULO+DO+LIVRO+LULA+E+MINHA+ANTA,00.html & http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM751801-7822-JORNALISTA+DIOGO+MAINARDI+LANCA+LIVRO,00.html : Muito interessante o fato de a olho nu, em vídeo e fotografia, o animal simular o mesmo tamanho que suas presas quando diante delas. Não se sabe ao certo se é mimetismo, toxinas lançadas no ar com o efeito de iludir ou feromônios dispersos no ambiente (a presa levanta essa possibilidade). Fato é que observado via microscópio e devidamente trajado, o observador contempla a verdade sobre o parasita: tamanho mínimo face o ambiente, o ecossistema e os parasitados.
Por conta das mudanças na relação parasita-parasitado, hoje em dia é corrente a voz de alguns que entendem ser necessário o extermínio dos parasitas, em alguns casos até mesmo dos parasitados, como única solução possível. O extermínio nunca é uma solução, mas nesse caso tem sido cada vez mais difícil desqualificar as argumentações dos partidários à erradicação do parasita.
No futuro os parasitas também podem incitar indiretamente a erradicação da liberdade de opinião de outros seres-vivos. g
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Mil tretas - Roda Viva x Mano Brown (24/07/2007 - 22h40)

Esperavam os entrevistadores e muitos espectadores um messias das massas, um ativista, porta-estandarte de bandeira política, renovador das ideologias emanado no povo, um gênio a aflorar na pasmaceira intelectual nacional, um brilhante artista que se não tiver justificativa não merece a alcunha.
Mano Brown não enganou ninguém que não se predispunha a crer, mas depois do Roda é ainda mais cabide para a frustradora auto-ilusão (que injeta esperança) da cultaiada, da imprensa e dos cabeças.
Pra massa de moletom Mano Brown é um guerreiro, de boné, que dispara a munição entalada na garganta do urbano que se julga ser o tártaro logo ali. É a expressão do desagradável a que o povão se adaptou, e olha, no fundo já não acha tão ruim assim. É o “Não enche o saco”. É aquilo que você teme e te sobreveio (Uga-buga!) – explicações parciais; o negócio é andar ombro a ombro com o cara, como ele mesmo disse que procura fazer (junto do KL Jay, do Edy Rock e do Ice Blue) no que destina a quem se propõe a ouvir.
“Como pode um sujeito desses, um, um... artista, então, ser normal; tem só a 8ª série e não foi além por não gostar (também, num país em que o Lula é presidente...) não gosta de ler a imprensa brasileira, mas leu Malcolm X e a bíblia, como é possível chamá-lo de gênio?”.
Nesse Brasil de hoje, em que se habita cheio de náuseas, não se é alguém com permissão pra se ter notoriedade se estiver sem causa, sem miolos, sem opiniões escoradas em filosofias estimadas (Veja, Carta Capital, Piauí ou Caros Amigos também vão servir), sem estar disposto a fazer pelo social quando tiver fama e sem querer bem ao Caetano. Não se pode ser contrário a quem vem alcançando êxito por luta (ainda que a liberdade permita ser contra o que se queira), não se pode ser brasileiro sem gostar de feijoada e carnaval, não se pode não ser de esquerda/direita/centro, corintiano não pode gostar de verde, não se emite a voz de Deus sem que ela simultaneamente seja a voz do povo, não se pode achar celular dispensável, não se pode ser esquivo (entenda: entrevista DEVE ser como tribunal, nessa terra), não se constrói imagem que a opinião pública vá descobrir depois que não é nada (embora todo mundo saiba que imagem é coisa ridícula). Renunciar é proibido. É preciso ter parâmetros para que se possa ser analisado, senão você é só um ente sabe-se lá de onde.
Se percebem que você não tem conteúdo que cesse a sede de irrelevância entre eles, então você não tem nada, e por isso não é nada, e por trás do que diz não tem nada que valha uma tampinha de tubaína. Motivação e subjetivação não é nada, a não ser quando o priorado ou seus pimpolhos estão no divã; é imperdoável ir contra isso.
Tinha e tem muita gente, agora rejubilante, querendo enterrar o Racionais MCs. Tomara que eles tenham conseguido só derreter a imagem que estes artistas sempre sustentaram (e se desvencilhem dela de uma vez) e pensaram bastar, e que não, não contaminava integralmente a sua obra, que tem sim seu valor. Agora é a oportunidade deles conceberem o plano final pra calar a boca de quem regula julgamento sobre caráter baseado no próprio bom gosto.
Das letras dos Racionais MCs, Mano Brown disse que não são feitas pra significar, são só rima (muitos gente espantada, na hora da declaração). Agora isso escandaliza? No rol da arte de que eles foram privados (e por isso foram desenhando uma cultura própria, não há como negar), isso é uma espécie de norma, embora ali mesmo muito da arte no contemporâneo privilegie o realismo e o retrato puro e sem significado (e com falsa responsabilidade). Então por que ninguém parou e foi atrás antes do significado nas músicas, especialmente a imprensa, a crítica, os prêmios e aqueles com mais acesso à cultura, que sempre lhes deram alvíssaras? Quer dizer que no caso dos Racionais MCs o retrato da realidade agora é completamente despreendido de significado, mas noutras expressões artísiticas convenientes não?
Caiu a máscara? Isso não deixa seqüelas. Não se pode dizer que os Racionais MCs também não estivessem pedindo por isso. Há que se torcer que isso os aprimore e não os ensoberbeça, que não os façam se auto-impor uma segregação, um eterno reduto no “já era”, pois o talento é patente, não vê quem não quer (e quem acha que eles infectaram toda uma geração duma classe). Mas que há muitas arestas pra aparar, há. Será ótimo se isso ainda puder aprimorar o público fiel – que a essa hora vai precisar separar bem as coisas.
No entanto, a máscara da imprensa e dos intelectuais da nação não cai . Os entrevistadores no programa, os detenteores do conhecimento social, a TV pública e a imprensa, foram mesmo anêmicos no momento. É possível contar uma piada de baixo calão sem graça com delicadeza? Pois não foi muito mais que isso. Todo mundo estranhava, menos a Roda. Talvez seja mais um sinal do apocalipse jornalístico brasileiro, em que a Veja se ergue como Babilônia – que venha logo o novo céu e nova terra da imprensa.
Na casa do carvalho
O que deveria enojar mais ainda é a normalidade com que muita gente enxerga o título do dia seguinte: “Em entrevista no Roda Viva, Mano Brown é só um mano a mais” (http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art56602,0.htm) – não, pobre não é tudo igual, o MC não é só mais um, mas há certo padrão na visão da cambada que detém algum poderzinho. Sr. Pedro Paulo Soares Pereira, o sangue que eles gostam é o que a bandidagem verte na TV, as informações que eles gostam é a que rende o que não assumem ser irmã da fofoca. Os mesmos dizendo que o povinho que aparece ali na TV deve ser meio fedido. g
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Novos vícios - Frets on Fire

O negócio é o seguinte: faça o download no link (http://www.filefactory.com/file/7d8e6a ), descompacte (está em RAR), vá na pasta e execute o jogo no ícone do “F” em chamas (não precisa instalar), configure (tudo simples, não precisa ser cientista da computação – dá pra colocar em português tupiniquim), depois prepare-se pra abandonar a babaquice do air guitar. Ah, e dá pra baixar mais músicas fuçando por aí; pra começar: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31079387.
Enstrossões de jioghu: primeiro tire seu teclado da mesa, aí levante ele e bote as teclas contra seu monitor (não precisa encostar na tela, júme); agora, traga ele junto de seu peito ou pança, como preferir; repare que no teclado a tecla da barra de espaço aponta pra seu queixo e a tecla F5 para seu pinto/perereca. Então, como se o teclado fosse uma guitarra você usa os dedos da mão esquerda sobre as teclas F1, F2, F3, F4, F5 e algum dedo da mão direita pra pressionar a tecla Enter (que eu sugiro mudar para a Ctrl do lado direito) como se fosse as palhetadas (não sabe o que é isso? Já ouviu falar de rock’n roll?). Se tiver problemas com a explicação, veja o link e não encha o saco: http://www.youtube.com/watch?v=50XAHx2sPYQ
Taquei também umas músicas que não há na versão (coisas finíssimas). Agora deixa eu jogar pra dar uma relaxada e dar um pé na impaciência.

