Agora pra cine memo, dizem... e cobram conforme: pela bagatela de 20 mil doletas você leva a sua (e você pode pensar em Red One, pois chegou no patamar). Mas nada de 4K - meio cinema, né Canon? Tudo bem, tem uns presets pimposos, interligando melhor set e pós, só que tá muito com cara de upgrade tecnológico; mas agora, voltado pra cine. Então tá. Não é bem uma novíssima câmera; soa como se a Canon tivesse vendido pacas a versão beta nas 7D e 5D. Miraculum merx. Pense em custo-benefício e consulte a concorrencia.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Grass Valley introduz novo conjunto de ferramentas 3D para o Edius
"Vemos o crescimento da produção 3D e de projetos de pós ao redor do mundo", disse Charlie Dunn, vice-presidente executivo de produtos Grass Valley. "Agora qualquer um que trabalha em um sistema Edius pode imediatamente adicionar capacidade de pós 3D para seu arsenal de ferramentas de produção e gerar novas receitas, expandindo a sua base de clientes.".
James Cameron e Vince Pace da Cameron | Pace Group e da Grass Valley se aliaram em setembro passado objetivando a expansão do uso do 3D na indústria do Broadcast nediante desenvolvimento de tecnologia.
É parte dos planos da CPG a atual revisão do conjunto de ferramentas do Edius 3D. Não só. Trata-se também de incorporá-lo em vivo workflow 3D, segundo o fabricante.
Se alguns softwares de edição até pouco tempo atrás, só conversavam com sua própria linha de produtos (restringindo o workflow, muitas vezes - e mecanizando execssivamente um processo criativo e humano), o Edius é mais um que dá indicativos de ampliar suas possibilidades de trabalho congênere. Algumas atualizações nas últimas versões já estavam quebrando barreiras para um workflow mais maleável em possibilidade de estrutura gerencial-criativa: por que não estratégica e transmidiática(?); Direção, Produção e Montagem alienadas das novas realidades de pós, começarão a fazer filmes parciais. Algo muito maior que projeções 3D, até o momento, nada muito mais que um feature de produto de cinema high concept.
Múltiplas novas possibiliades surgindo com o cinema digital; não convém recorrer ao sistema fabril de montagem hollywoodiana dos anos 1930/1940. Trata-se de realidade que tem fornecido melhorias não só no que o software faz, mas como ele serve à criatividade humana (e criativamente, muitos ainda não sabem como usar... ótimo!). A pós-produção é algo que incrementa e se sofistica não como algo de parafernália geek; sabendo os profissionais como utilizar, pode-se intuir uma renovação cinematográfica que uma melacólica frustração já dava adeus. Agora é lá - e não fascinando-se pela digitália, mas manuseando-a por concepções cinematográficas prévias nada fundamentalistas. E de lá, o contrafluxo pode renovar produção, pré, criação, sim.
Agora em dezembro uma prévia de 30 dias do Edius 3D estará disponível on-line para fins de teste.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Idéia e câmera, pouco.
Dá pra fazer muito com pouco, claro que dá. Mas é inegável que determinadas idéias começam a surgir a partir de possibilidades prévias no intelectual, como vias até outras na critiva, e até a concretização delas. Repertório: quem tem mais conhecimento do possível, cria mais varidade. Criatividade não é fiat lux ex nihilo; humanidade.
Então, em número e qualidade, idéias e realizações são melhores e mais frequentes, quando não se almeja ser pintor usando apenas a cor amarela em todos os quadros. Proposta estética só com amarelo é outra coisa; condicionar-se antes de conhecer outras cores, restringe sim à variações sobre o mesmo tema (na verdade, contenções, não opção, qualé...). Tem limites sim ilhazinha+câmera. Sérios, fora do iniciante. O crítico, é este levar-se sempre assim na vida, visto que determinadas idéias o criador aborta porque acha que não dá pra fazer no mundo ilhazinha+câmera. O nome disso é nivelar por baixo, desprezando criatividade (fazer o que, o melhor vai pro limbo) - uma vez que a tecnologia está muito mais acessível, o conhecimento muito mais disponível, mas a dedicação muito mais comodista.
Idéia na cuca e câmera na mão, foi lindão até certa época. As câmeras estavam restritas a uma elite (também o exemplo brasileiro); a câmera era algo a se conquistar, e conquistada, então agora permitia o desbravar. Só que o que se desbrava, uma hora não é mais desbravável. Vai parecendo que sempre se faz o mesmo."Quanta coisa se faz com ilhazinha+câmera" - quantas não se faz e se poderia fazer agora com o disponível atual. Hoje certos problemas audiovisuais começam aí. Não sacando que na falta da imagem registrada, se compõe outra opção de imagem, por partes, em profundidade, em movimento - não, que cinema 3D, o quê. Tecnicismo é outra coisa, está pra câmera sem idéia. Quando vai se acordar pra criar digitalmente com majoritaria quantidade do digital sem deslumbramento tecnológico? Talvez quando se acordar que boas idéias sem viabilização estética compenente, são menos que brisa.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
A fúria e a razão de Moore
"Acho que o cinema na sua forma atual é muito prepotente. Ele nos dá comida na boca, o que dilui nossa imaginação cultural coletiva. É como se fôssemos passarinhos recém-saídos dos ovos olhando pra cima, com nossas bocas bem abertas, esperando que Hollywood nos alimente com um vômito de vermes. O filme de Watchmen parece mais vômito de vermes. Eu, pelo menos, cansei de vermes.""Há três ou quatro empresas agora que existem somente para criar não quadrinhos, mas storyboards para filmes. Pode-se dizer que a única razão pela qual a indústria dos quadrinhos ainda existe é essa, para criar personagens para filmes, jogos de tabuleiro e outras mercadorias. Os quadrinhos são uma espécie de horta onde crescem franquias que podem ser rentáveis para a indústria cinematográfica debilitada".
Alan Moore, quadrinista, autor de HQS como "V de vingança", "Watchman", "Miracleman", "Do inferno", "A liga extraordinária" e trabalhos emblemáticos com personagens das majors norte-americana, como Monstro do Pântano e Batman.
***
Moore tem razão no que diz, mas em parte.
Certamente Moore fala de uma parcela do cinema, a qual consome, e tem razão no que diz. A parcela do cinema em questão é aquela vereda preferencial do cinema de entretenimento: contar uma boa estória. Isto corresponde a roteiros com tramas e subtramas criativas, personagens que não vão muito a fundo em questões existenciais (para não exigir demais da humanidade que deseja apenas se ver no lugar dos persoangens em situações seguras para o físico, mas que pelo sonho são ousadas), clímax preciso e intenso, imagens que dentro de um padrão de verossimilhança sejam maravilhosas (daí a sede por efeitos especiais), áudio que seja cativante e envolvente. Se pegarmos na literatura os contos de horror, serão aqueles que primam pela atmosfera, e por isso trata-se de uma arte de envolver o leitor numa teia de imaginação em que o sobrenatural espreita na forma de horrores primevos; é uma arte da descrição e sustentação climática por parte dos autores - por isso Edgar Alan Poe e H. P. Lovecraft. Esta é o tipo de arte preferido das grandes produções Holywoodianas. O problema é que a indústria do entrtenimento fez disso produção em massa, e esterelizou a potencia da arte: a arte precisa ser consumida rápido para se consumir mais dela. Eis a razão de Moore.
No que ele erra é sobre a grande produção cinemotográfica mundial (e que Holywood também produz, diga-se), que prima por ser relevante. É arte, mas não necessariamente filme de arte (que pra muita gente doutrinada no catecismo da indústria é o filme chato, por exigir mais da humanidade do espectador). Corresponde ao cinema que se esmera em ser boa experiência, não apenas boa estória, e traz consigo uma gama de artifícios que concede ao espectador visões para e sobre a vida, através de esmero narrativo, alegorias, gramática e sintaxe fílmica, beleza funcional, interferência na vida, incremento humano, e muito, muito mais, inclusive os artifícios usados pela indústria de entretenimento - cada filme tem um valor único e valores subjacentes a serem descobertos. No citado exemplo da literatura de horror, os contos fantásticos, góticos ou não, que funcionam como crítica, filosofia, arte, emblema de época; vale tudo em nome das intenções autorais - por isso Oscar Wilde, William Beckford, Jorge Luis Borges. O problema é que certos autores, gênios até, às vezes são dotados de pompa em demasia. Moore generalizou.
Três ou quatro editoras são notadamente fábrica de idéias para o esgotamento criativo da indústria de entretenimento. Outra generalização. Existe muita HQ na atualidade sendo feita desconsiderando a via para o cinema, tanto é que trata de temas que não se enquadram no Parental Guidance da indústria. Moore parece estar esquecido de que HQ é uma arte tão sequêncial quanto o cinema, e tem proximidade com o cinema: uma estrada atravessa duas cidades.
A prepotência, em princípio, não está na arte, mas no mercado, no entretenimento que só quer consumir mais dele mesmo. A arte usa de artifícios no jogo de manter espectadores/leitores diante de si na contemplação benéfica à humanidade. Ela manipula e pede manipulação dentro dum período em que vigora o lúdico, mas cede de si um retorno a quem lida com ela.
Até certo ponto não há ser humano na face da Terra livre de um mísero traço tirânico. Terrível constatação?
Um exemplo é a declaração de Moore, que pela generalização, impõe a quem a medida de sua diatribe é injusta.■
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Cinema digital (Parte 2) – Subida de categoria?
Em cinema, imagens possuem um indicador de relação de contraste, o dynamic range. Trata-se de um registro de informações de detalhes em altas e baixas luzes na cena. No vídeo digital de alta-definição (HDV), candidatado a substituto da película, geralmente a relação de contraste é de 500 para 1 (500:1). O filme negativo colorido, a amada película, tem relação de 1.000.000:1. Em suma: 1.000.000 de tonalidades em cena? O HDV vai captar apenas 5% disso, ou seja, menor capacidade de registro de detalhes na imagem, forçando a fotografia a fazer opções motivada por restrição.
Antes que você se apresse em descartar o HDV de uma vez de sua preferência estética, é bom ter cuidado. Primeiro porque as informações acima citadas foram extraídas de um documento de 28/4/2005, o “The future of HDTV is film”, publicado pela Kodak, uma das maiores, se não a maior interessada em que o registro da câmera de cinema continue sendo
° Lata de negativo
° Lata de negativo
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Cinema digital (Parte 1) – Digital já? Não; já, já.

Divergentes opiniões se manifestam em duas instâncias do cinema a respeito da quiçá vindoura hegemonia digital.
Numa delas, a de projeção, há partidários do digital por baratear e facilitar a distribuição. Já os discordantes dizem que, em primeiro lugar, a coisa não é bem projeção, e depois, que o resultado não é satisfatório; perde-se em cor, luminosidade, contraste, enfim, detalhamento de imagem. Dos dois lados encontram-se técnicos, distribuidores, exibidores, espectadores, produtores e profissionais.
A outra instância corresponde a da produção e da realização. Concordantes falam de barateamento sem perda de qualidade, facilidade de distribuição e exibição. Porém, quem é contra diz que o digital ainda está aquém de oferecer o que a película permite. Encontram-se tais posturas nas mesmas pessoas da instância anterior, mas quem parece se condoer mais pelo porvir que afetará a instância, são profissionais e espectadores. Cinema, para o profissional e o espectador consciente (de olho e mente atentos para não ser presa de interesses que tratam pessoas como ponto de venda), não é só uma estória bem contada para entreter em tempo vago.
Implanta-se o digital? Mantenha-se a película?
